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Nesta cidadezinha metade das casas são…
Mulher misteriosa caminha pela rua seguida por cachorros, gatos e pássaros: parece uma cena de conto de fadas Ele encontra um recém-nascido abandonado em um arbusto graças ao faro de seu cachorro:

Nesta cidadezinha metade das casas são alugadas para férias: depois do verão, só resta um morador nativo

08 Junho 2021 • Por Roberta Freitas
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Quando no verão vamos para pequenas cidadezinhas no litoral ou nas montanhas para passar as férias de uma forma fresca e relaxante, não percebemos o quanto estamos ajudando aquela pequena comunidade a reavivar a sua economia, dando uma mão aos seus habitantes que esperam todo o ano a chegada do turismo e o verão para fechar bons negócios que os cobrirão economicamente pelos meses restantes...

via: BBC News
image: Geograph

Em suma, passando nossas férias em um vilarejo pequeno, mas pitoresco, estamos intrinsecamente fazendo um bom trabalho. Mas depois do período de férias, quem fica naquela pequena aldeia tão fofa quanto minúscula? Muito poucas pessoas, provavelmente. Basta pensar que existe uma cidade costeira chamada Cwm-yr-Eglwys, na costa galesa de Pembrokeshire, que por alguns anos foi um destino de verão para muitos turistas que vivem no interior. Todos os anos, na estação mais quente, as pequenas praias de Cwm ficam cheias de estrangeiros, visitantes ou inquilinos; há até famílias que compraram algumas casas antigas à beira-mar a preços exorbitantes, as modernizaram e passam alguns meses do ano ali.

image: Geograph

Mas então, com a chegada de setembro, o pequeno vilarejo galês se esvazia e, literalmente, apenas três pessoas permanecem: o casal formado por Elizabeth e Harry Broughton, que ali residem desde 1968, mas são de Lancashire, e Norman Thomas, o único residente nativo que ainda vive em Cwm-yr-Eglwys e é fluente em gaélico, uma forma de língua nativa que ao longo das décadas tem sido cada vez mais suplantada pelo atual inglês britânico.

Norman, o único nativo que ainda mora lá o ano todo, disse: “Depois do verão, só ficam três casas ocupadas ao todo, e ainda sou o único nativo. Por exemplo, no inverno tudo tão escuro e frio, não tem quase ninguém aqui. Na rua, você praticamente podia dirigir de olhos fechados, pois ninguém passa e ninguém atravessa a rua!"

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Norman diz que, anos antes, esse não era o caso naquela aldeia; as pessoas viviam da agricultura, havia muitos lotes de terra, que encontravam trabalho cuidando das vacas em suas fazendas, produzindo leite e queijos locais; agora, por outro lado, parece que a geração mais velha desapareceu quase completamente, enquanto os jovens deixaram o lugar imaculado e se mudaram para as cidades. Resta apenas o barulho dos turistas e veranistas que vêm no verão para ocupar os apartamentos que, em sua maioria, viraram casas de veraneio. Nos demais meses do ano, ficam completamente vazios.

A história de Norman Thomas, o único residente nativo da aldeia de Cwm-yr-Eglwys, nos lembra como é importante não esquecer que o fenômeno do despovoamento em pequenas aldeias é mais difundido do que parece; talvez não seja suficiente trazer um pouco de economia para lá apenas cerca de três meses do ano, mas tentar dar valor a esses lugares esquecidos todos os dias do ano!

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