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O dia que perdemos nossa mãe, perdemos…
Quando a família se mete muito nas decisões dos pais, é melhor impor limites Um veterinário aposentado de 90 anos faz cadeiras de rodas para animais deficientes:

O dia que perdemos nossa mãe, perdemos uma parte da nossa alma

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Seja de forma inesperada ou previsível, a morte de um ente querido pode ser de partir o coração, especialmente quando se trata de alguém tão precioso na vida de todos nós, como a nossa mãe. De fato, o luto dos pais é um dos testes mais difíceis que os filhos podem enfrentar. A velhice, as doenças ou a dureza da vida geralmente estão envolvidas; são simplesmente fatores sobre os quais não temos controle. Diante do luto, devemos estar determinados a aceitar que, ao perder nossa mãe, também perdemos uma parte de nossa alma.

via: PMC
image: Needpix

Para aliviar nossos problemas, ouví-los ou simplesmente nos acalmar com a sua presença, a mãe é verdadeiramente a eterna confidente de nossas vidas, capaz de ser um verdadeiro bálsamo para o coração. Combinando sabedoria e benevolência, sabe direitinho o que está errado e sem dizer uma palavra, sempre encontra uma maneira de nos confortar.

Além de seu papel educacional, é acima de tudo nossa amiga, conselheira e a voz da razão para seus filhos; porque, seja qual for a nossa idade, somos e sempre seremos seus filhos, aqueles pelos quais ela nunca hesitará em se sacrificar, muitas vezes à custa de seu próprio bem-estar. É assim que ela marca sua presença em nossa vida cotidiana, de maneira indelével e imutável, para nos lembrar que nunca estamos sozinhos, mesmo após sua morte.

Com o anúncio da terríveil notícia, vai nos parecer que o mundo desabou sobre nós, e será normal que, depois de algum tempo, levantemos nossas cabeças para encontrar um pilar sólido, uma presença tranquilizadora, um amor tão forte quanto o de nossa mãe. Infelizmente, essa é uma busca difícil, porque, obviamente, ninguém pode substituir a presença de uma mãe; no entanto, a vida continua e devemos aprender a viver sem ela, fazer o possível e ter em mente que sua ausência física não é motivo para render-se, pelo contrário: para a pessoa que sofre, é necessário saber como reconstruir a própria identidade afetiva.

Nunca esquecemos a morte de um ente querido, apenas nos acostumamos. Passada a tontura dos primeiros dias, é aqui que começa o verdadeiro trabalho sobre si mesmo. Um teste implementado pela vida, para aprender a levantar-se sem a ajuda de uma mãe que sempre esteve lá, de uma mãe que, se estivesse presente, poderia aliviar o sofrimento associado a esse momento difícil. Pouco a pouco e armados de força e coragem, devemos, portanto, aceitar o luto que, apesar do terrível sofrimento que o acompanha, é um passo essencial para avançar. Não devemos esquecer que, além da perda de um ente querido, a dor também confronta uma nova realidade: a da nossa própria mortalidade. Ao perder o que consideramos eterno, temos mais consciência de que a vida de todos tem um fim e de que pode acontecer a qualquer momento.

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