“Sou pilota de avião há 8 anos, mas ainda me confundem com uma aeromoça: estou cansada”

por Roberta Freitas

31 Janeiro 2023

“Sou pilota de avião há 8 anos, mas ainda me confundem com uma aeromoça: estou cansada”
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Cada pessoa, desde tenra idade, tem um sonho secreto. Uma ideia que gostaria de realizar quando crescer, mas nem sempre isso é possível. Muitas vezes, são trabalhos que gostaríamos de fazer, mas que talvez sejam um pouco complicados. Ainda assim, há quem consiga e transforme uma paixão, um desejo, na profissão da sua vida. Pena que, mesmo em casos positivos como este, podem surgir problemas.

Prova disso é a jovem de quem vamos falar, que resolveu falar sobre um assunto importante para fazer as pessoas entenderem a importância de parar de ter preconceitos com os outros. Vamos ver.

via Daily Star

Sabrina Johnson é uma jovem profissional de 22 anos que trabalha como pilota de avião. O seu foi um percurso que começou aos 14 anos, quando deu os primeiros passos neste meio, guiada por uma paixão muito forte que, graças também à família, encontrou forma de florescer.

E enquanto seus colegas passavam o tempo de forma mais despreocupada, vivendo ao máximo a sua idade, essa menina de 16 anos fez seu primeiro voo completamente sozinha. No ano seguinte ainda conseguiu se qualificar como piloto particular e aos 20 anos se formou na faculdade como instrutora de voo. Mas, apesar da beleza da situação, nem tudo são flores como parece. Por quê? Vamos descobrir.

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Sabrina disse que muitas vezes ela vê pessoas se aproximando confundindo-a com uma aeromoça, mesmo ela vestindo uniforme de piloto. Nada contra o trabalho feito por suas colegas, mas saber que ela estudou tanto, que fez sacrifícios e muito esforço para alcançar um objetivo e ver que não é reconhecida apenas por ser considerado um trabalho predominantemente masculino, é bastante desanimador.

Essa é exatamente a mensagem que a mulher queria passar, levantando assim uma questão importante. Muitas vezes, de fato, mulheres inteligentes, não são reconhecidas pelo que fazem, apenas por um preconceito ou por estereótipos que já estão profundamente enraizados na mente humana e que lutam para serem deixados de lado. O pequeno clipe publicado em sua conta no Tik Tok, em vez disso, quer destacar a importância de desmantelar os clichês, para dar espaço ao que as pessoas realmente fazem, reconhecendo seus méritos.

O mesmo acontece, se refletirmos, com relação a homens e mulheres muito jovens que, às vezes, correm o risco de não serem “levados a sério” em seu trabalho por serem “muito jovens”. Em vez disso, precisamos entender o contrário e dar a todos a importância que merecem, independentemente de idade, gênero ou qualquer outro parâmetro. A de Sabrina foi uma forma de encorajar quem, como ela, queria seguir uma profissão puramente masculina, mas se deixou desanimar: não faça isso e siga sempre seus sonhos, só assim você estará em paz consigo mesmo.

O que você acha?

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